19 de jul. de 2008

FOTOS - Expedición Donde Miras

Foto: Raíssa Corso
Donde Miras a caminho de Peruíbe...


Marivone estreando no "palco" Donde Miras na participação de uma cena com Bruno no sarau em Itanhaém. Inevitáveis gargalhadas de todos!



Toninho Poeta se apresentando no sarau



Apresentação de poetisa de Itanhaém - vestida a caráter - em nosso sarau




Itanhaém



...BICICLOTECA! Com vocês La Poderosa - a magrela do Donde Miras nascida (adquirida) em Mongaguá - nossa companheira que nos ajudará a transportar livros para doações e trocas; A cada cidade, a bicicloteca passa por ruas, casas e pedimos aos moradores que troquem seus livros. Literatura em duas rodas: circulando cultura

Foto de Fábio

Binho e Serginho Poeta na Sala de Cultura com "Moska" (lendo o livro Dois Poetas e Um Caminho) que esteve presente no sarau em Mongaguá e doou livros para a...




Participação de músicos de Mongaguá no sarau

... Apresentação de Cícero no sarau em Mongaguá depois da oficina de dança que ministrou no espaço Centro Cultural Raul Cortez onde ficamos alojados


Flores pra Iemanjá na chegada a Mongaguá...


Algodão doce no caminho para Mongaguá
O público que participou do sarau em Praia Grande tinha em sua maioria estudantes do EJA - Ensino para Jovens e Adultos

SARAU em Praia Grande

Ponte Pênsil



Donde Miras no caminho para atravessar a ponte Pênsil



Havia um pescador... no meio do caminho...


São Vicente - Donde Miras na fila do Bom Prato antes de sairmos a caminho de Praia Grande!

Fotos: Kátia Portes Leão

16 de jul. de 2008

Expedición Donde Miras por TONINHO POETA

CAMINHADA CULTURAL
Nestes instantes
Improvisado pela maresia
E esboçado por nós
Amigos e caminhantes
fragilizamos corpos e pernas
Mas enrijessemos os músculos
Ampliando horizontes
A expedición Donde Miras
É o nosso barco a vela
Passando por estradas e trilhas
Curtindo culturas belas
Revivendo caminhos e histórias
Que muitos fingiram glórias
Explorando homens e terras
A alegria moldada no rosto
Esconde o nosso cansaço
Essa aventura a gosto
Espalha poemas, poesias e abraços
Oficinando a arte e arquitetando a cultura
Propomos a troca da literatura
Cirandeando os espaços
Toninho Poeta
(Antônio Gomes Feitosa)
Expedición Donde Miras

8 de jul. de 2008

Fotos do Sarau em Santos

Adriano, Luan, Mariana e Cleber no sarau


Dani recitando no sarau em Santos



Sarau Donde Miras em Santos: Peu Pereira na gaita!

Zinho Trindade dando sua oficina de Free Style/Hip Hop na "Cadeia Velha" Pagu em Santos

Fotos por: Kátia Portes Leão

PRIMEIRO DIA DA CAMINHADA!!!

Cheguei na aldeia de paralheiros uma da manhã de sábado depois ter gravado um ótimo discurso do Plínio de Arruda Sampaio. Me da licença de lembra-lo aqui: "houve um momento em que os burgueses perderam o medo dos pobres. Chegou a hora de os pobres perderem o medo da burguesia! "A luta de classes é necessária, sem ela nós não fazemos a revolução".
Foi aupladido de pé por muito tempo, era um evento em solidariedade a criminalização do MST lá no sul. Estou de total acordo.

Voltando a aldeia quem me conhece sabe que eu fui dormir as cincos da manhã, prozeando com os índios em volta da fogueira. Tava um frio danado. Conversamos sobre muitas coisas. A tradição índigena, a pesquisa dessa tradição, de oportunistas, infelizmente estão por toda parte. Contamos piadas e rimos muito, tinha um índio que ria mais que todo mundo, ria de um modo engraçado, me lembrou o Dom Juan do Casteñeda.

As seis da manhã estavamos de pé! Caminhando rumo a Barragem onde andariamos por trilhos de trens. Foi um caminho diferente, andar pelos trilhos foi bem bonito, não muito fácil, mas bem bonito. Caminhamos por eles umas duas horas, vimos alguns trens passando, várias marcas gringas estampadas nos vagões. Nossa riqueza tudo indo embora ali naquele trem. Naquele monstro gigantesco com mil vagões, teve um que ficou passando durante uns 20 minutos pra vocês terem uma idéia, tem coisa que você só vê andando. Passamos por tuneis e tudo mais. Até chegarmos a um ponto onde havia uma picada na mata.

Entramos nela, confesso que eu não tinha a menor noção de que ia demorar tanto. Puts! Ali a gente começou a descer a serra do mar. Nossa! Era um barranco que não acabava mais. Mas era lindo. Foi muito louco andar numa trilha como aquela, muito estreita, ingrime no ultimo. Na trilha nós paramos pra comer várias vezes e fomos num grupo grande, cinquenta pessoas na floresta. Foi da hora.

Depois de umas três horas caminhando, chegamos a um rio que tinhamos que atrevesar pelas pedras. Deu trabalho! Tira tênis, amarra na mochila, tira bermuda, faz todo um esquema pra poder passar, mas esse era raso pelo menos. Depois, prosseguimos serra abaixo! Continuamos andando até escurecer. Houve uma certa euforia entre pânico e excitação. Andar na mata a noite, é mil grau! Não dá pra vê nada! Andamos no escuro mais ou menos uma hora. Chegamos a uma aldeia no meio da serra, lá tinha uma fogueira e estava frio.

Houve uma parada, a galera estava destruida. Ficamos todos deitados lá perto da fogueira, acendi um cigarrro e relaxei total, ali tava bom. Mas ainda tinha que andar e, pior! Atravesar um rio que batia na cintura e, ainda por cima, de noite. Puts! Foi penoso, adrenalina mil grau, lá em cima!!! Depois andamos pra muito ainda, no escuro com as lanterninhas. Até finalmente chegarmos na aldeia.

Cheguei e dormi, depois acordei e comi uma comida gostosa que uma índia cozinhava na fogueira, arroz e frango, uma canja deliciosa. Depois dormi de novo.

Dia seguinte, vinte e cinco quilometros, mas aí era uma estrada e havia um rio acompanhando e paramos pra nadar... foi um caminho cansativo, mas muito gostoso.

Finalmente chegamos no antigo cadeião de Santos onde nos hospedamos. Daí foi deixar a mala e correr para o sarau na cidade. Fizemos o sarau numa feira e foi danado! "Minha terra tem palmeras, mas eu nunca vi". "Vamos! Reconstruir palmares". "Quero ver onde essa américa se dizmorena". Musica, rimo e muito agito! Foi bem legal.

Estou seguro de que para fazer a revolução é preciso andar, caminhar, viajar entre povos e conhecer com o coração as realidades desse país. Quando todos as partes juntas entenderem... elas vão gritar as ultimas linhas do Capital.

Peu Pereira.

Fotos - Expedición Donde Miras - Litoral

... seguiremos!


Com flores na cabeça e dores no pé...



Aldeia Rio Branco - Itanhaém








O caminho de Parelheiros para a serra do mar


Nosso acompanhante da aldeia Tenonde Porã que nos guiou na descida da serra do mar e outros caminhos mais...



Jirá - Moradora de Tenonde Porã que nos recebeu em sua aldeia, se preparando para a grande caminhada da serra do mar onde nos acompanharia e guiaria


Tatá - Nosso guia e acompanhante de Tenonde Porã na descida da serra do mar






O dia amanhecendo em Tenonde Porã

Muita conversa, fogueira, milho assado, batata doce e biju na integração que fizemos em Tenonde Porã

Tenonde Porã

Tenonde Porã


Logo na chegada em Tenonde Porã encontramos uma coruja feita por eles para figurino de um filme produzido lá
Primeiro dia da caminhada Donde Miras.
Famintos: queremos ver, queremos ver, queremos ver.

EXPEDICIÓN DONDE MIRAS - lá vamos nós pra mais uma caminhada. Pra mais um imprimir de imagens perpétuas no peito. Desta vez: São Paulo a Cananéia. Em Parelheiros, iniciaremos nossa caminhada até a tribo Tenonde Porã e de lá, caminharemos até outra aldeia em Itanhaém, teremos a oportunidade de ver, novamente, as exibições gratuitas e espetaculares da natureza, exercitarmos o contato humano, sentirmos todos os músculos, ossos... nos sentir vivos! E, também, trocar nossas vivências artístico culturais.
VIVA LA EXPEDICIÓN!
FOTOS por: Kátia Portes Leão

7 de jul. de 2008

Descida da Serra


Um caminho que o Brasil esqueceu
Foto: Kátia Portes Leão

28 de jun. de 2008

Saida da Caminhada Cultural