18 de jan. de 2008

Roda em Itapecerica durante o Sarau


14 de jan. de 2008

A INVASÃO


De repente um silêncio...
a BR vazia e nós sentíamos
aquela vontade de gritar:
-É tudo nosso!
Invasão da BR!

13 de jan. de 2008

Caminhada trecho Juquitiba até Santa Rita



Caminhada trecho Juquitiba até Santa Rita

Saimos de Juquitiba pela manhã, por volta das 09:00 hs, decidimos que iríamos por trecho alternativo, a quilometragem variava segundo alguns informantes, teríamos 20 km, e fomos, estradinha de terra, sombra e muitas águas de formas variadas, lagos, riachos cachoeiras, depois de ums 03 km, o café da manhã foi sobre a ponte do Rio Juquiá, em meio a mata, paisagem de deixar qualquer um estarrecido ao vislumbrar aquela natureza toda para nosso desfrute. Toalha estendida no beiral lateral da ponte, mas antes enquanto o carro de apoio não chegava, grande parte do grupo começou a desbravar aquele paraiso, alguns caminhavam, outros mergulhavam, alguns tomavam um sol, para um bronze, sobre as pedras da cachoeira.

Experiências inesquecíveis e inéditas, momentos de romper barreiras interiores, medos, e dai alguém ousa a praticar tiroleza e lá vai um , dois e ai a farra “chibummmm”, aquela água presentiada por todos os deuses, merecida para refrescar os corpos cansados e suados da caminhada, a beleza do rio, desfrute único, pela frente ainda o dia todo com mais 12 km a caminhar sobre um sol escaldante que no asfalto que nos esperava representaria 40 graus, , conversas, fotos, todos alimentados seguiamos para Santa Rita depois da Serra.

No percurso recebemos a ligação de que conseguimos um local para ficar em Santa Rita.

Este dia foi uma excessão no trajeto, teríamos que atravessar a serra de carro, por uma medida de segurança, haviam muitos trechos sem acostamento, comprometendo a caminhada e assim foi feito, os dois carros de apoio desceram até Santa Rita, transportando as pessoas, enquanto a outra turma aguardava num posto o retorno, percurso demorado 32 km, ida e volta 64 , mas quem foi a frente pode já ir preparando a limpeza do local e o almoço, neste lugar não havia nada programado, rapidamente fizemos contato com um mercadinho e ai fizemos um belo churrasco na quadra de esportes do vilarejo, todos chegaram, causando muita curiosidade aos moradores daquela comunidade.

Passamos para a outra pesquisa do lugar, conhecer os moradores e os lugares, as crianças foram os primeiro a aprecer no alojamento, mas uma em especial nos adotou, o Enio, que passou a nos dar toda as informações da cidade e nos levou para conhecer o Rio, ali pertinho no final da rua, e ai fomos seguinndo uma trilha e lá estava uma beleza dque traz a tona uma compreensão mínima do que é viver naquele vilarejo ao lado do rio, o desprendimentos dos meninos caindo na água, a tiroleza novamente presente, aquele barro , beleza......

A equipe do cinema prepara a apresentação de filme na parede do alojamento, as poucas pessoas vão passando e ficando, estamos na rua mais movimentada dentre as pouco mais de 03 existentes, pessoas sentam-se na calçada e assistem de lá mesmo, as crianças são o maior público, alguns jopvens sentados em suas bicicletas, assistem da rua a sessão de curtas metragens exibidos, alguns do grupo dirigem-se aos espectadores conversando sobre os propósitos da expedição.

Surge a pessoa que articulou a nossa estadia no vilarejo de Santa Rita, ao pé da serra, o Vereador Bicoito, e então vamos conversando com esta pessoa simples demais, frentista de um posto de gasiolina, vai nos relatando muitas histórias sobre aquele lugar, seus modos e costumes, aquela gente ali do Vale, do pé de serra, regados a cerveja do barzinho do pai do menino Ênio, a conversa vai fluindo, e o cansaço vai afastando os caminhantes para o descanso, pois no dia seguinte partriamos para Miracatu, com 28 km a nossa frente para ser alcançado, novo lugar, novas pessoas, novas histórias e a natureza entrando gente a dentro, purificando nossas almas, valores e construção interior, conhecimento se emaranhando as nossa indagações e assim seguimos cansados, mas com um ânimo absoluto diante de nossas buscas, e segue a Expedición Donde Miras .
Salve!!!

Diane - Caminhante da Expedição


Trecho literário da caminhada

A Pilar tem escrito os nossos dias
todas as noites
quando senta na barraca
sua caneta desliza nas linhas brancas,
registrando nossa história.

Segue um trecho da caminhada
narrado por ela:

"Nossa primeira parada, após 14 km de caminhada, foi no posto que o Vereador Biscoito trabalha. Após tomarmos água fomos visitar uma reserva indígena Tupi Guarani. Fomos recebidos pela Sara (nome em português), que é professora da aldeia. Para a nossa decepção, os habitantes estavam trabalhando fora vendendo artesanato, inclusive a cacique, que não estava. Conversamos um pouco enquanto alguns compravam artesanatos, arcos e flechas, zarabatanas e faixas para o cabelo. Em seguida fizémos uma roda para dançar enquanto a Sara cantava. Fomos embora emocionados ao som do canto suave e maravilhoso daquela moça".

Aueté Sara!!

Cicatrizando as veias abertas com arte

Repousa os pé na estrada
a cada passada
o nosso descanso
é cruzar fronteiras
minha terra tem palmeiras,
mas eu nunca vi.

Tem palmares, tem quilombos,
tem xavante, tem tupi,
minha terra tem aldeias
que eu nunca vi
onde o vento é quem semeia
o alimento Guarani.

Minha terra tem lugares
onde eu nunca fui
densas matas, tenros vales
onde a água flui...

Minha terra tem estradas,
minha terra tem estribos,
sou um índio da cidade
desertor de minha tribo.

Ser urbano jogado no mundo,
ser mundano perdido na urbe
um sul americano perdido
que não quer ser mais um
no cardume.

Sou vagalume, sou vagalume,
vejam minha luz.

Essa terra tem mil deuses
um deles que me conduz
minha terra tem canções
e cantigas, mas o ouro dos brasões
veio abrir nossa ferida
essa terra é muito antiga,
essa terra é muito antiga,
repousa os pés na estrada
a cada passada.

Nosso descanso é embalado
pelo canto, em qualquer canto,
desbravando os brasis,
se as veias estão abertas
seremos a cicatriz.

Poema de...
Marcus Vinicius
el Mascote de la expedición

10 de jan. de 2008

Fotos do Caminho

E o caminho continua...

É nois mesmo. Em São Lourenço da Serra a periferia inteira.

Exibição do PANORAMA Arte na Periferia








Ainda em Taboão

Um dos momentos mais mágicos do caminho:
Mini Cine Tupi. Salve Zagatti!


Fotos do Caminho

Karla a Mirar ...!


...


Ela ou Eu? Nós...